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Caminhos de Agosto

Lisandro Amaral

Letra

    (Milonga)

    Marugadita friolenta,
    Ponchito que o agosto tece,
    Pelo orvalho das canhadas
    O resto da cavalhada,

    Então acha o que lhe falta
    Sobra menos pra campear,
    O resto o tino alcança
    Pelo jeito de olhar.

    Depois o mate do estribo,
    E as aves emplumadas,
    Se adentram nas invernadas
    Rastreando o serenal,

    Vão recolhendo horizontes,
    Esparramando gargantas,
    Pelo grito até levantam
    As nesgas de serração

    Vão troteando nestes fletes,
    Alarmando a sesmaria
    Coração de campeirito
    E filho destas estâncias,

    Amante da montaria,
    Sabe que Deus algum dia,
    Lhe regala algum cantito
    Pra ajeita sua tropilha.

    E o mourito cor de prata
    Relíquia do capataz,
    Vai troteando e é ligeiro
    Com força de milharal,

    Se atira e até se nega
    Nervura masrcando o pelo,
    Parece que parte ao meio
    A terra negra onde passa.

    Um tordilho oriental,
    Uma tronqueira, sustenta,
    Pecha o boi pela paleta,
    Facilita ate se quebra,

    E um rosilho de guerra
    De encantar comandante,
    Quando cincha é um palanque
    Enraizado na terra

    No más é só solidão
    Nestes campos, nestas várzeas,
    Cada sombreado de mato,
    Cada canto, cada aguada,

    Lhe resta esperar a noite
    E o luzeiro das estrelas,
    Imaginando seus olhos
    Na constelação mais bela

    Composição: Marcello Caminha / Xiru Antunes. Essa informação está errada? Nos avise.

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