Miseria Humana
Lisandro Meza
Reflexão sobre a igualdade diante da morte em “Miseria Humana”
"Miseria Humana", de Lisandro Meza, transforma o poema sombrio de Gabriel Escorcia Gravini em uma música que convida à reflexão sobre a transitoriedade da vida e a igualdade imposta pela morte. A letra se destaca ao ambientar a narrativa em um cemitério, onde o eu lírico dialoga com uma calavera (crânio), confrontando o ouvinte com a futilidade das vaidades humanas e a inevitabilidade do fim. Diferente de muitas canções sobre o tema, não há espaço para consolos religiosos ou promessas de transcendência: tudo se resume à certeza do fim comum a todos.
O ponto central da música é o diálogo com a calavera, que responde com ironia e resignação às perguntas sobre beleza, pensamentos e paixões do passado. Trechos como “Aquí está la gran verdad / que sobre el orgullo pesa / aquí la gentil belleza / es igual a la fealdad” deixam claro que, diante da morte, todas as distinções humanas perdem o sentido. Imagens como “donde está la masa gris / de tu cerebro pensante” e “dime humana calavera / qué se hizo la carne aquella” reforçam a ideia de que tudo o que valorizamos é passageiro. A resposta final da calavera, “aquí el que de mi se ríe / de él mañana se reirán” (aqui, quem ri de mim, amanhã será motivo de riso), resume a universalidade da morte. A escolha de Lisandro Meza em adaptar esse poema, inspirado por ouvir moradores de sua cidade natal cantando-o, traz autenticidade e uma forte conexão popular, tornando "Miseria Humana" um marco reflexivo do vallenato.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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