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Saudades de Peão

Liu e Léu

Letra

    O galo canta, nas campinas o gado berra
    A neblina cai na terra traz um raio de ilusão
    A Lua cheia nasce por detrás do morro
    Mas não gane meu cachorro nem relincha meu burrão
    Que não consola este filho brasileiro
    Hoje velho sem dinheiro, desolado no galpão

    Eu não conformo com a tralha empoeirada
    Me lembro das madrugadas que eu deixava meu rincão
    Minha baldrana onde sempre tive os bagos
    Olho nas balas de aço que ficou no cinturão
    Mas eu compreendo que nos quatros continentes
    O progresso, minha gente, engrandeceu a nação

    O meu berrante pendurado na parede
    Minha capa, minha rede, a guaiaca e o gibão
    O meu chapéu, a bombacha e minha bota
    Pendurado na vigota, o meu laço e meu facão
    Meu trinta e oito e a chilena prateada
    Minha faca parelhada que me traz recordação

    Meu lenço branco faz lembrar o moço forte
    Pioneiro do transporte, capataz de profissão
    Quando eu avisto as jamantas carregadas
    Eu me lembro das boiadas que eu puxava no sertão
    Mas não condeno o expresso boiadeiro
    Que transporta os pantaneiros e a saudade de um peão

    Composição: Craveiro / José David Vieira. Essa informação está errada? Nos avise.

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