
Trem De Doido
Lô Borges
Metáforas de exclusão e coragem em "Trem de Doido"
Em "Trem de Doido", Lô Borges utiliza a imagem do trem para abordar temas profundos ligados à história e à experiência pessoal. O "trem" não é apenas um meio de transporte, mas remete aos trens que levavam pacientes ao Hospital Colônia de Barbacena, local marcado por sofrimento e exclusão social no Brasil. Essa referência histórica serve como ponto de partida para uma metáfora sobre autoconhecimento e busca por liberdade, especialmente relevante no contexto da repressão da ditadura militar.
A letra traz trechos como “Depois que esse trem começa andar, andar / Deixando pelo chão / Os ratos mortos na praça / Do mercado”, em que os "ratos" simbolizam medos, traumas e inseguranças que o indivíduo tenta deixar para trás. A música também explora o desejo de pertencimento e paz, como em “Quero estar, onde estão / Os sonhos desse hotel / Muito além do céu”. O "hotel" representa um espaço de passagem e incerteza, reforçando a ideia de transitoriedade. Já a repetição do medo dos "ratos soltos na casa / Sua casa" destaca o desafio de enfrentar os próprios medos, mesmo no ambiente mais íntimo. Assim, "Trem de Doido" propõe uma reflexão sobre coragem, superação e a busca por sentido diante das adversidades, conectando experiências pessoais e coletivas por meio de imagens marcantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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