
Nau Sem Rumo
Lô Borges
Memória e trauma coletivo em "Nau Sem Rumo" de Lô Borges
"Nau Sem Rumo", de Lô Borges, expressa a angústia de uma geração marcada pela repressão e violência da ditadura militar no Brasil. O verso “Onde foi parar a cuca dos caras que aguentaram a barra de lutar, por nossas ruas morrer” faz referência direta aos jovens que enfrentaram a repressão nas ruas, muitos dos quais perderam a vida ou sofreram danos psicológicos. O uso da palavra “cuca” (mente) destaca a preocupação com as consequências emocionais e mentais desse período turbulento, enquanto a expressão “a poeira da estrela” sugere o esquecimento e a efemeridade dos que lutaram, tornando-se apenas lembranças de algo grandioso que se dissipou.
A metáfora da “nau sem rumo” traduz a sensação de desorientação e incerteza sobre o futuro, especialmente nos versos “Achei nosso nome na tempestade, numa asa cortada ou na página do livro amor, na página que faltou”. A tempestade representa o caos político e social, a asa cortada simboliza sonhos interrompidos e a página que faltou indica vidas e histórias silenciadas pela violência, reforçadas pela repetição de “na poeira de uma bomba”. O tom reflexivo da canção evidencia a busca por sentido e identidade em meio à instabilidade, lamentando as perdas e cicatrizes deixadas por esse período sombrio da história brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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