
Não Foi Nada
Lô Borges
Paradoxo existencial e psicodelia em “Não Foi Nada”
Em “Não Foi Nada”, Lô Borges explora um paradoxo existencial ao apresentar as frases “Sonhei que eu nunca existi / E vi que eu nunca sonhei”. O artista propõe um jogo entre negação e afirmação: primeiro, imagina a própria inexistência, mas logo em seguida nega até mesmo o sonho dessa ausência. Segundo Lô Borges, a segunda frase anula a primeira, sugerindo que tudo não passou de um pensamento fugaz, o que se reflete no próprio título da música.
O contexto do álbum, influenciado pelo uso de LSD e pela busca de novas sonoridades, reforça essa atmosfera de dúvida e experimentação. A letra curta e enigmática, aliada a uma estrutura musical inovadora inspirada em Hermeto Pascoal, transmite a sensação de desorientação típica de experiências psicodélicas. Nessa perspectiva, a música questiona as fronteiras entre sonho, existência e ilusão, brincando com a ideia de que até mesmo os questionamentos mais profundos podem ser apenas momentos passageiros de confusão – ou, como sugere o título, simplesmente "nada".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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