
Voa Bicho
Lô Borges
Liberdade e solidão em "Voa Bicho" de Lô Borges
Em "Voa Bicho", Lô Borges utiliza a imagem da andorinha como símbolo de liberdade e desejo de explorar novos caminhos, uma referência direta ao espírito inovador do Clube da Esquina. O trecho “Andorinha voou, voou / Fez um ninho no meu chapéu / E um buraco bem no meio do céu” mostra como o impulso de voar deixa marcas: o ninho representa acolhimento e afeto, enquanto o “buraco no céu” sugere ausência ou saudade causada pela partida.
A letra alterna entre a leveza do voo e a solidão de quem se arrisca no desconhecido. Quando diz “E lá vou eu como um passarinho / Sem destino, nem sensatez / Sem dinheiro nem pro pastel chinês”, a música revela um desprendimento quase infantil, reforçado pelo fato de Telo Borges ter composto a canção aos 14 anos. A falta de destino e sensatez indica entrega ao momento, sem preocupações materiais, enquanto a menção ao “pastel chinês” traz um tom lúdico e cotidiano. O refrão “Andorinha voa veloz, / Voa mais do que minha voz... / Mas sozinha não faz verão” reforça que, apesar da liberdade e da felicidade aparentes, a solidão pode ser inevitável. A música, assim, equilibra o encanto da liberdade com a consciência de que a busca individual também traz a necessidade de conexão e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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