
Como o Machado
Lô Borges
Crítica à repressão e sensibilidade em “Como o Machado”
Em “Como o Machado”, Lô Borges utiliza a metáfora do machado que “despreza o perfume do sândalo” para criticar a insensibilidade e a brutalidade presentes durante a ditadura militar no Brasil. A imagem do machado, que ignora a delicadeza do sândalo ao cortá-lo, representa a repressão que sufocava manifestações de beleza e sensibilidade naquele período. O próprio Lô Borges afirmou em entrevista que a música reflete a experiência de um adolescente acuado, sentimento que aparece claramente no trecho: “Por que ando triste eu sei / É que eu vivo na rua”. Aqui, a rua é vista como um espaço hostil, onde o medo e a desconfiança são constantes.
A comparação com o gato que “descansa com os olhos abertos” reforça a ideia de um estado de alerta permanente, típico de quem vive sob opressão e não pode relaxar totalmente. O verso “A verdade é negra, eu sei / E o homem é mau” resume o pessimismo e a desilusão diante de uma realidade marcada pela violência e pela falta de liberdade. Dessa forma, a música constrói uma atmosfera introspectiva, mostrando como a sensibilidade precisa ser reprimida para sobreviver em um ambiente de desconfiança e ameaça.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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