
Paisagem Da Janela
Lô Borges
Reflexão social e esperança em "Paisagem da Janela"
"Paisagem da Janela", de Lô Borges, transforma a observação do cotidiano em uma reflexão sobre a realidade social e política do Brasil. O verso “Quando eu falava desses homens sórdidos / Quando eu falava desse temporal” ganha profundidade ao ser relacionado ao período da ditadura militar, sugerindo que a paisagem tranquila de Minas Gerais também escondia tensões e ameaças invisíveis, como a repressão política. Elementos como “igreja”, “muro branco” e “voo pássaro” reforçam o clima contemplativo e nostálgico, remetendo à infância e à vida no interior, mas também apontam para o desejo de liberdade e esperança em tempos difíceis.
A figura do “cavaleiro marginal, banhado em ribeirão” representa alguém à margem do sistema, mas ainda conectado à natureza e à própria essência. Esse personagem, que “conheceu as torres e os cemitérios”, simboliza experiências de vida e morte, mistério e resistência. Assim, a janela deixa de ser apenas um limite físico e se torna um ponto de observação privilegiado sobre o mundo e suas contradições. A repetição de “você não quer acreditar / mas isso é tão normal” indica o esforço de compartilhar uma verdade incômoda, frequentemente ignorada. Por isso, a canção permanece atual e universal, especialmente em momentos de crise ou isolamento, como foi resgatada durante a pandemia de COVID-19.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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