
Ruas da Cidade
Lô Borges
Memória indígena e urbanização em “Ruas da Cidade”
Em “Ruas da Cidade”, Lô Borges aborda como a urbanização de Belo Horizonte apagou a presença e a história dos povos indígenas locais, mesmo enquanto seus nomes permanecem nas ruas da cidade. Ao citar diretamente tribos como Guaicurus, Caetés, Goitacazes, Tupinambás, Aimorés, Guajajaras, Tamoios, Tapuias e Timbiras, a letra evidencia que, embora esses nomes estejam presentes no cotidiano, as culturas e vidas desses povos foram esquecidas ou eliminadas, como sugere a expressão “todos no chão”. Essa frase reforça tanto o esquecimento quanto a violência do apagamento histórico.
O verso “A parede das ruas não devolveu os abismos que se rolou” mostra como a urbanização encobriu histórias e sofrimentos, transformando o antigo arraial em uma metrópole e deixando para trás a natureza e a memória coletiva. O progresso, representado por “bonde, boiada, trator, avião”, substitui o horizonte original da cidade. Já a frase “A cidade plantou no coração tantos nomes de quem morreu” destaca a homenagem ambígua: os nomes indígenas permanecem, mas a essência dessas culturas foi soterrada pelo avanço urbano. Assim, a música propõe uma reflexão sobre o preço da modernização e a importância de reconhecer e lembrar as raízes históricas e culturais de Belo Horizonte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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