
Ao Que Vai Nascer
Lô Borges
Crítica e esperança no Brasil de "Ao Que Vai Nascer"
"Ao Que Vai Nascer", de Lô Borges, traz uma crítica sutil ao chamado "país do futuro", expressão usada para idealizar o Brasil durante a ditadura militar. A letra foi adaptada para escapar da censura, mas mantém um tom de desconfiança em relação às promessas grandiosas do regime. O trecho “Queria falar de uma terra com praias no norte / E vinhos no sul / A praia era suja e o vinho vermelho / Vermelho, secou” mostra a frustração diante da realidade: o Brasil idealizado pelo governo não corresponde ao que se vive de fato. As imagens de praias e vinhos, associadas à riqueza natural e cultural, são desconstruídas para revelar um país que não entrega o que promete. O vinho vermelho que seca pode simbolizar tanto a perda de vitalidade quanto a violência e o sangue derramado no período.
A música também aborda o tempo como agente de mudança, como em “Respostas virão do tempo / Um rosto claro e sereno me diz”. Aqui, a esperança se mistura à incerteza, sugerindo que o futuro – representado por “teu corpo crescendo, salta do chão” – traz potencial, mas também dúvidas. O verso sobre caminhar “com pedras na mão” indica prontidão para enfrentar desafios e resistência diante das dificuldades. Já a imagem de “raspando as cores para o mofo aparecer” revela o desejo de expor verdades escondidas, mesmo que sejam incômodas. Assim, a canção reflete o contexto político e social dos anos 1970, equilibrando frustração com o presente e uma esperança cautelosa no que está por vir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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