
Pelo Amor De Deus
Lô Borges
Memória, crítica e espanto em "Pelo Amor De Deus"
Em "Pelo Amor De Deus", Lô Borges utiliza a repetição do título como um grito de espanto diante de situações cotidianas que misturam nostalgia, estranhamento e crítica social. A música traz imagens como “fotos de uma velha festa” e “ossos tão antigos, fatos tão passados”, que remetem à reflexão sobre o tempo, a memória e a decadência. O rato que “vai roendo” o passado simboliza a ação destrutiva do tempo ou a presença de algo incômodo nas lembranças.
No segundo verso, a referência a “aventuras de pastores e cordeiros” lidas em um almanaque evoca histórias inocentes do passado, interrompidas por uma “voz de rua” que diz “coisas certas”. Esse contraste sugere o choque entre a inocência de outros tempos e a realidade dura do presente, um tema recorrente no álbum "Clube da Esquina". Já na terceira estrofe, a recusa da sobremesa e o gesto de “jogar na cara tanta coisa pobre” apontam para uma crítica à superficialidade e à desigualdade social, com uma menção ao humor crítico de Chaplin. A cena final, na “beira-mar de uma janela”, mistura sensualidade e admiração ao contemplar a “nua companheira”, encerrando a canção com espanto e reverência diante da beleza e da intimidade. O clima experimental e psicodélico, marcado pelo uso do piano elétrico Rhodes, reforça a atmosfera de estranhamento e nostalgia que atravessa toda a faixa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Lô Borges e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: