
San Vicente
Lô Borges
Reflexões sobre opressão e identidade em “San Vicente”
Em “San Vicente”, Lô Borges utiliza imagens marcantes como “coração americano” e “sabor de vidro e corte” para expressar a tensão entre esperança e sofrimento vivida na América Latina dos anos 1970. A música foi composta para uma peça teatral que abordava, de forma metafórica, a repressão e o clima de resistência no Brasil durante a ditadura militar. Esses versos não são apenas poéticos: refletem o peso de uma geração marcada pela opressão, censura e incerteza. O “coração americano” faz referência à identidade latino-americana, dividida entre o desejo de liberdade e a dura realidade da repressão. Já o “sabor de vidro e corte” transmite a sensação amarga e perigosa de viver sob essas condições, misturando fragilidade e risco constante.
O cenário de “San Vicente” funciona como um espaço simbólico, representando tanto um lugar de espera quanto de alienação. A “fila imensa” e o “corpo negro que se esqueceu” apontam para a exclusão social e o apagamento de identidades, temas comuns em períodos de ditadura e desigualdade. Expressões como “as horas não se contavam” e “o que era negro anoiteceu” reforçam a sensação de tempo suspenso e de perda. A repetição de “eu estava em San Vicente” sugere um estado de estagnação ou exílio interno. Dessa forma, a música traduz, de maneira sensível e melancólica, o sentimento coletivo de espera, resistência e sobrevivência diante de um contexto político opressor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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