
Terra de Gado
Lô Borges
Crítica social e ironia em “Terra de Gado” de Lô Borges
Em “Terra de Gado”, Lô Borges utiliza uma ironia direta para criticar a alienação coletiva e a desumanização na sociedade. Logo no início, a expressão “terra boa de ser ninguém” é transformada em um retrato de um povo que se deixa conduzir sem questionar, como sugere o uso da palavra “gado”. Essa escolha reforça a ideia de uma massa passiva, sem voz própria, submetida a um sistema que valoriza a mediocridade. O verso “ser medíocre vale ouro, ouro de tanto babaca” deixa claro o tom sarcástico da música, ao mostrar que, nesse contexto, o sucesso está ligado à conformidade e à superficialidade, não ao mérito ou à autenticidade.
A letra também aborda o impacto negativo do consumismo e da influência da cultura ocidental. Em “o lixo ocidental amontoou no quintal, o futuro perdeu sua hora”, Lô Borges sugere que a busca por status e bens materiais sufoca valores essenciais e compromete o futuro. Ao citar cidades como Paris e Nova Iorque, ele ironiza o fascínio por modelos estrangeiros e expõe o vazio dessa admiração. O refrão “que mágica, tudo é gado, terra boa de ser ninguém” resume a crítica: a sociedade se tornou um lugar onde ser invisível e seguir a maioria é visto como confortável, mesmo que isso custe a própria identidade. Composta em 1999 e lançada apenas em 2021, a música segue atual ao expor, com sarcasmo e clareza, dilemas sociais que persistem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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