
O Rock Errou
Lobão
Crítica social e ironia em "O Rock Errou" de Lobão
Em "O Rock Errou", Lobão utiliza a ironia para responder às críticas que o rock brasileiro recebia nos anos 1980, quando era visto por muitos como alienado e superficial. No refrão, ao cantar “Eu sei que o rock errou / Acho que é melhor passar a borracha / Ninguém é perfeito você não acha?”, ele assume de forma sarcástica a culpa atribuída ao gênero, mas também questiona a hipocrisia dos críticos, lembrando que todos cometem erros. Essa abordagem transforma a música em uma reflexão sobre julgamentos morais e a tendência de apontar falhas nos outros sem reconhecer as próprias.
A letra faz referência direta ao contexto social e político do Brasil da época, marcado por repressão e conservadorismo. No trecho “Vivemos num país bem revistado / Uma nova volta ao passado”, Lobão critica o controle social e o retorno de valores antigos, usando o rock como símbolo de resistência. O verso “Muito louco anda solto / De colarinho, é claro” ironiza a elite, que mantém uma aparência respeitável, mas também transgride normas. O histórico de enfrentamento de Lobão, incluindo sua prisão e a capa polêmica do álbum, reforça o tom provocador da música. Assim, "O Rock Errou" se destaca como um manifesto contra o conformismo e a alienação, tanto na música quanto na sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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