
Ronaldo Foi Pra Guerra
Lobão
Identidade e ironia em “Ronaldo Foi Pra Guerra” de Lobão
“Ronaldo Foi Pra Guerra”, de Lobão, utiliza o personagem Ronaldo como símbolo da busca por identidade em meio ao cenário caótico dos anos 1980. A letra mistura referências ao futebol brasileiro — citando nomes como Pelé, Jair e Tostão — com elementos de ficção científica, como discos voadores e videogames. Essa combinação cria um ambiente onde a paixão nacional pelo futebol se encontra com a sensação de alienação e transformação constante. O verso “Ronaldo não tem time / Ele mesmo se define / Franco-atirador” destaca Ronaldo como alguém que não se encaixa em padrões, preferindo ser um outsider que observa e interage com o mundo à sua maneira.
O contexto cultural da época aparece na descrição: “Ronaldo é meio punk / Já foi hippie, já foi junkie”, mostrando um personagem que transita entre estilos e ideologias, refletindo a busca de uma geração por sentido em meio a mudanças rápidas. As menções à aviação e à caça de discos voadores reforçam o tom de ficção científica e a metáfora da fuga do cotidiano. No final, a música faz uma crítica existencial ao afirmar que, mesmo após “2 mil anos”, a humanidade ainda não entende “a razão, ainda não / Da sua própria existência e o valor / Do seu planeta”. Assim, Lobão usa humor, ironia e referências pop para abordar a crise de identidade e o sentimento de deslocamento típicos daquele período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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