
Cena De Cinema
Lobão
Cotidiano e fantasia urbana em “Cena De Cinema” de Lobão
“Cena De Cinema”, de Lobão, transforma situações comuns da vida urbana em momentos que lembram cenas de filmes. Logo no início, versos como “Tava queimando no meu carro / A tal da gasolina” criam uma sensação de urgência e movimento, enquanto a despedida da pessoa amada, que “desceu voando a escadaria do metrô”, é tratada como uma “cena de cinema”. Essa escolha de palavras mostra como o artista enxerga o cotidiano com um olhar nostálgico e idealizado, encontrando drama e romance até nos gestos mais simples.
O contexto do álbum, gravado de forma improvisada e com influência da disco music, reforça a espontaneidade e leveza da faixa. A letra brinca com a linha tênue entre realidade e ficção, como em “Lá embaixo não tem estrelas / É a maior ficção”, sugerindo que o ambiente do metrô, longe do glamour, pode ser palco para histórias criadas pela imaginação. A repetição de “Passou por mim, a menos de cem / E saiu de cena” destaca a rapidez e o caráter passageiro dos encontros urbanos. Já a menção à “luz no fim do túnel” pode ser interpretada tanto como esperança quanto como uma ilusão típica das grandes cidades. Assim, Lobão constrói uma música que, mesmo simples, traz uma melancolia leve e um olhar poético sobre as despedidas e lembranças do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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