
Morfina
Lourandes
Sofrimento psíquico e solidão em "Morfina" de Lourandes
A música "Morfina", de Lourandes, aborda de forma direta o sofrimento psíquico e a solidão, mostrando como a busca por alívio pode levar ao uso de substâncias químicas. O verso “Eu olho pro meu teto / E me vejo enforcada” revela pensamentos suicidas, enquanto a oscilação entre insensibilidade e dor intensa aparece em “Às vezes eu não sinto nada / E às vezes dói tanto que percebo já tô dopada”. Esses trechos ilustram a instabilidade emocional de quem enfrenta transtornos mentais graves.
O uso de drogas como cocaína, cetamina e morfina é apresentado como uma tentativa de fugir da dor ou de sentir algo mais intenso, como em “Agora ketamina eu uso todo dia / Porque eu sinto mais, muito mais que a maioria” e “Me vicio em morfina / E se não fosse assim / Me diga como seria”. O contexto da música e discussões na internet sugerem que essas escolhas refletem tanto a busca por autoestima quanto a necessidade de preencher um vazio emocional. A sensação de isolamento é reforçada pela dificuldade de comunicação: “Meus amigos não entendem / Meus irmãos não se interessam”. A arte e o uso de fones de ouvido aparecem como formas de proteção e expressão, evidenciadas em “Eu só tenho a arte para minha expressão” e “o fone de ouvido é minha prevenção”. Assim, "Morfina" constrói um retrato honesto da luta contra a dependência química e o sofrimento mental, sem romantizar o tema, mas mostrando a complexidade das emoções e a dificuldade de encontrar apoio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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