
Mágoa de Boiadeiro
Lourenço e Lourival
Tradição e saudade em "Mágoa de Boiadeiro" de Lourenço e Lourival
A música "Mágoa de Boiadeiro", de Lourenço e Lourival, retrata de forma clara o impacto do progresso sobre a vida do peão boiadeiro. A letra transforma elementos do cotidiano, como o cavalo, o laço, o chapéu de aba larga e o berrante, em símbolos de uma identidade ameaçada. A perda retratada não é só material, mas também cultural e afetiva. O verso “Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada, me aperta o coração” mostra a dor do personagem ao ver o transporte de gado a cavalo ser substituído por caminhões, refletindo um momento histórico em que profissões e modos de vida tradicionais são deixados para trás.
A saudade domina a canção, aparecendo nas lembranças das “mocinhas nas janelas acenando uma flor” e na solidão do cavalo que “também chora na mais triste solidão”. A letra deixa claro que o progresso, apesar de trazer facilidades, provoca um sentimento de deslocamento e perda, como em “a marcha do progresso é a minha grande dor”. O narrador se vê como parte de uma geração de “heróis da epopeia” rural, agora esquecida, e lamenta a perda da convivência e dos rituais simples das “pousadas junto ao fogo de um galpão”. Ao dizer “não sou poeta, sou apenas um caipira”, ele reforça a autenticidade de sua dor, tornando a música um retrato sincero da nostalgia rural diante das mudanças do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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