
A Caneta e a Enxada
Lourenço e Lourival
Trabalho e respeito em "A Caneta e a Enxada" de Lourenço e Lourival
"A Caneta e a Enxada", de Lourenço e Lourival, propõe uma reflexão sobre a valorização do trabalho manual e intelectual, usando o diálogo entre dois objetos como metáfora para as relações sociais. A caneta, símbolo do poder e da elite, se apresenta com orgulho: “Sou a caneta dourada que escreve no tabelião / Eu escrevo pros governos as leis da constituição”. Já a enxada, representando o trabalhador rural, responde com humildade e firmeza, lembrando que sem o trabalho do campo não haveria alimento nem base para a educação: “Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão / Se não fosse o meu sustento ninguém tinha instrução”.
A letra evidencia o preconceito social quando a caneta despreza a enxada por estar "suja de terra", mostrando a distância entre quem trabalha com a mente e quem trabalha com as mãos. No entanto, a enxada rebate ao afirmar que o verdadeiro valor está no respeito e na educação, não no status. O verso final, “Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não / É a palavra bonita que se chama educação!”, resume a mensagem principal: a dignidade de cada profissão e a importância do reconhecimento mútuo. Assim, a música critica a arrogância de quem se considera superior por exercer funções intelectuais e defende o valor do trabalho manual na construção da sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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