
Bom de Bico
Lourenço e Lourival
Sátira em “Bom de Bico”: esperteza sob a mira do sogro
“Bom de Bico”, de Lourenço e Lourival, transforma um casamento forçado em comédia de sobrevivência. O título joga com dois sentidos — falar macio e se virar por conveniência — e revela a moral torta da trama. A letra escancara o casório relâmpago na delegacia, com “o juiz… delegado” e “um bando de soldado”, enquanto o sogro armado decide tudo: “Se acaso eu dissesse não / Eles tinham me matado”. O medo vira cálculo: depois do “sim”, o narrador troca “o capim” pelo “colchão de mola” e desmonta a valentia de fachada ao ironizar: “No dia que eu bato nela / Meus cunhados bate em mim”.
Daí em diante, entra a malandragem. “Trabalhar eu não trabalho”, assume, passando a viver “nas custas” do sogro; para conter o falatório, pega a viola “para não ouvir fuxico” e tenta amolecer o “pão duro”. Assinada por Moacyr dos Santos e Sulino, a moda usa humor para criticar a esperteza parasita e as hierarquias da roça sem perder o tom festivo. Na interpretação tradicional de Lourenço e Lourival — as “vozes de cristal” com mais de 65 anos de estrada — a sátira fica leve, mas certeira, coroada pelo fecho moral: “Pra viver sem trabalhar / precisa ser bom de bico”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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