
La Donna È Mobile
Luciano Pavarotti
Ironia e leveza em "La Donna È Mobile" de Luciano Pavarotti
"La Donna È Mobile", interpretada por Luciano Pavarotti, destaca-se pela ironia presente em sua letra e melodia. O Duque de Mântua, personagem da ópera "Rigoletto" de Giuseppe Verdi, canta sobre a suposta inconstância das mulheres, comparando-as a uma pluma ao vento. No entanto, a verdadeira ironia está no fato de que o próprio Duque é quem demonstra maior inconstância e superficialidade em seus relacionamentos amorosos. A canção utiliza um tom leve e quase zombeteiro para brincar com o estereótipo da mulher imprevisível, reforçado pela melodia animada e marcante da ária.
No trecho “È sempre misero chi a lei s'affida / Chi le confida mal cauto il cuore!” (É sempre infeliz quem confia nela / Quem, imprudente, lhe entrega o coração!), a letra sugere que confiar em uma mulher é arriscado, pois ela não seria leal. Porém, logo em seguida, a canção apresenta uma contradição: “Pur mai non sentesi felice appieno / Chi su quel seno non liba amore!” (Mas nunca se sente plenamente feliz / Quem não prova o amor em seu peito!). Isso mostra que, apesar da desconfiança, o próprio Duque não resiste ao fascínio feminino. O contexto histórico da ópera e a popularidade da ária, inclusive fora do universo clássico, evidenciam que essa visão exagerada foi criada para divertir e provocar, e não para ser interpretada literalmente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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