
Festa Pra Logum Edé
Lucio Sanfilippo
Riqueza simbólica e celebração em “Festa Pra Logum Edé”
“Festa Pra Logum Edé”, de Lucio Sanfilippo, celebra a dualidade e a força de Logum Edé, orixá que transita entre as matas e as águas doces, unindo energias masculinas e femininas. A letra destaca essa característica ao alternar imagens de agricultura, caça e pesca, como em “arco e flecha em punho, é só bravura / planta, roça, agricultura” e “camarão, cebola, azeite e ovo / tempera o feijão do omolocum”. Esses versos mostram a ligação do orixá tanto com a fartura da terra quanto com a abundância das águas, reforçando a importância dos elementos naturais e da ancestralidade, especialmente no preparo do axoxô, comida ritual feita de milho, amendoim e coco.
A música também exalta Logum Edé como “príncipe dos orixás”, ressaltando sua realeza, beleza e prosperidade ao citar “derrama realeza / tece, cresce com riqueza” e sua relação com ouro, sol e urucum. A presença de outros orixás, como Iansã, Ogum, Oxalá e Iemanjá, e as referências às nações Jeje, Ketu e Angola, ampliam o sentido de coletividade e respeito à diversidade do candomblé. O tom festivo aparece em expressões como “benze e brinda com fartura” e “todo encanto canta, é só beleza”, transmitindo alegria, axé e gratidão pela riqueza cultural e espiritual de Logum Edé. As saudações tradicionais, como “Laroiê”, “Lossi, Lossi!” e “Fará, Logum!”, reforçam a devoção e criam uma atmosfera de celebração coletiva, tornando a música um tributo vibrante à importância de Logum Edé na cultura afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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