
Baby Te Amo
Luedji Luna
Resistência e memória negra em “Baby Te Amo” de Luedji Luna
Em “Baby Te Amo”, Luedji Luna cria uma obra marcada pela força histórica e política ao trazer a voz de Beatriz Nascimento, recriada por inteligência artificial, recitando seu próprio poema. Beatriz, referência central na luta pela identidade negra no Brasil, é homenageada de forma que transforma a música em um espaço de memória e resistência. A presença de sua voz reforça temas como autoconhecimento e sobrevivência diante das adversidades, conectando passado e presente na experiência negra feminina.
A letra mergulha na introspecção e vulnerabilidade, como nos versos “fico parada, mas não tento nada / nem suicídio”, que expressam um estado de suspensão entre o desejo de agir e a resignação diante da dor. Imagens como “cacos e cortes em vidro” e “sangue novo refletindo na imagem do rosto no espelho” sugerem feridas físicas e emocionais, mas também apontam para a possibilidade de renovação e autotransformação. O trecho “dos nervos da vagina / do inferno eterno, viver” destaca a corporeidade e a ancestralidade, temas presentes na obra de Beatriz Nascimento, e reforça a luta diária da mulher negra pela existência. Ao final, a canção se abre para a esperança, com referências à natureza e à fluidez dos sentimentos: “há Sol, há luz, há mar... todo o nosso sentimento a favor da vida”. Assim, “Baby Te Amo” se afirma como um tributo à resistência, à memória e à celebração da vida, mesmo diante do sofrimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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