
Metáfora (part. N.I.N.A)
Luedji Luna
“Metáfora (part. N.I.N.A)” e o amor direto, sem adornos
Ao dizer “Não existe metáfora”, Luedji Luna afirma que este amor não quer ornamento: ele se prova no corpo e na presença — “perto do teu corpo, perto da tua boca”. Junto do despojamento, surgem imagens de cuidado — “mãos de cura, folhas e preces” — que sugerem afeto que acolhe, acalma e cicatriza. Análises do lançamento deluxe de Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água destacaram essa chave: nenhuma palavra dá conta da intensidade vivida no toque; por isso, “não há canção que lhe caiba”. Quando a noite chega “como açoite”, o refrão “diz que não dói” funciona como colo. Ele promete alívio para dores do mundo e também amacia a tensão do desejo e da carência, aproximando amor, vulnerabilidade e tranquilidade.
A entrada de N.I.N.A. dá contorno concreto a esse sentimento: o encontro na praça, a “camiseta branca”, a lembrança da aula de dança e a confissão direta — “quero morar nas curvas do seu corpo”. “Vida tranquila e um romance doido” define o ritmo do vínculo: paz e fogo coexistem; a distância alimenta o querer — “gosta de sentir saudade” — e há um pacto honesto com o presente — “Promete que vai me amar enquanto der”. O amor entre mulheres aparece com naturalidade, como cuidado cotidiano e desejo explícito. Em 2023, o visualizer com Liniker, dirigido por Bárbara Magri, reforçou essa atmosfera íntima e elegante do disco, ampliando o coro de vozes que celebram o toque, a cura e uma intensidade que nenhuma metáfora consegue conter.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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