
Um Corpo No Mundo
Luedji Luna
Identidade e resistência em "Um Corpo No Mundo" de Luedji Luna
Em "Um Corpo No Mundo", Luedji Luna explora o sentimento de deslocamento e a busca por pertencimento a partir de sua experiência pessoal ao sair de Salvador e viver em São Paulo. A frase “Eu sou a minha própria embarcação / Sou minha própria sorte” destaca a autonomia e a força da artista diante do estranhamento e da solidão, especialmente em um ambiente onde corpos negros não são plenamente acolhidos. O verso “olhares brancos” e a menção ao “perigo nas esquinas” evidenciam o racismo e a sensação de não pertencimento que marcam a vivência de pessoas negras em grandes cidades brasileiras.
A presença do francês em “Je suis ici” (eu estou aqui) reforça a ideia de resistência e afirmação de existência, além de criar uma ponte com a experiência de imigrantes africanos em São Paulo, com quem Luedji se identificou. A pergunta “E palavra amor, cadê?” revela a carência de afeto e acolhimento, enquanto os ritmos africanos e baianos presentes na música simbolizam a riqueza cultural e a ancestralidade que a artista carrega. Ao afirmar “Eu sou um corpo / Um ser / Um corpo só / Tem cor, tem corte / E a história do meu lugar”, Luedji reivindica sua identidade e transforma o deslocamento em resistência. A mistura de idiomas e referências culturais na letra e na sonoridade reforça a multiplicidade de vivências e a força de quem, mesmo diante da exclusão, insiste em existir e ocupar seu espaço.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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