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Crítica social e ironia em "Cheques" de Luis Alberto Spinetta

Em "Cheques", Luis Alberto Spinetta utiliza a história de um protagonista seduzido e arruinado para fazer uma crítica social contundente. O refrão repetitivo — "cheques, cheques, cheques" — destaca não só o prejuízo financeiro do personagem, mas também serve como metáfora para o esgotamento das relações pessoais e para a superficialidade do sistema econômico argentino dos anos 1990. A escolha de expressões como "shake it, shake it, baby" reforça o tom irônico e descontraído, mostrando como a busca por prazer imediato e aparência pode resultar em consequências negativas.

A letra descreve o envolvimento do personagem com uma mulher sedutora e seu grupo, que exploram sua riqueza até deixá-lo sem nada, restando apenas um "absurdo secador" e dívidas. O uso do termo "narcogate" sugere um ambiente de corrupção e excessos, conectando a experiência individual à crítica das políticas neoliberais e ao consumismo desenfreado da época. Spinetta apresenta a música como um ato de "resistência cultural", deixando claro que a canção vai além de um relato pessoal, funcionando como um comentário ácido sobre a sociedade argentina daquele período, marcada por instabilidade econômica e valores passageiros.

Composição: Luis Alberto Spinetta. Essa informação está errada? Nos avise.

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