
Fado do Meu Cante
Luis Trigacheiro
Identidade e raízes em “Fado do Meu Cante” de Luis Trigacheiro
“Fado do Meu Cante”, de Luis Trigacheiro, destaca a fusão entre o fado lisboeta e o cante alentejano, refletindo o sentimento de pertencimento dividido entre Lisboa e o Alentejo. O verso “Trago o cante no meu fado / E o Alentejo na voz” deixa claro como o artista une suas raízes alentejanas à tradição do fado, criando uma identidade musical única. O álbum, que homenageia o letrista Paulo Abreu de Lima, valoriza a relação entre palavra e silêncio, reforçando a música como espaço de memória, saudade e celebração das origens.
A letra traz imagens marcantes, como “raminhos de cheiro” e “asas de um sol trigueiro”, que evocam a paisagem e os aromas do Alentejo. Ao mesmo tempo, referências a “vielas, becos e esquinas” e ao “Rossio” transportam o ouvinte para Lisboa. A menção a “ceifeiras e varinas” une figuras típicas das duas regiões, simbolizando o desafio de manter vivas ambas as tradições. O refrão “Será fado ou será cante / Este amor que não tem cura” mostra que a saudade e o desejo de pertencimento não se resolvem, mas se transformam em uma “divina mistura”, síntese afetiva e cultural que define o próprio artista. Assim, a música expressa a nostalgia e o orgulho de quem carrega, na voz e no coração, o peso e a beleza de duas terras amadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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