
Pagando o Pato
Luiz Vieira
Humor e crítica social em "Pagando o Pato" de Luiz Vieira
"Pagando o Pato", de Luiz Vieira, retrata com leveza e bom humor a situação de alguém injustamente acusado de ser o responsável por um boato ou possível gravidez envolvendo Albertina, uma mulher conhecida por espalhar fofocas. A expressão "pagar o pato" já indica que o narrador está sendo forçado a assumir uma culpa que não é sua, reforçando o sentimento de injustiça e desabafo presente na letra. O personagem se defende diante do delegado com frases como "eu não sou cabra pra enjeitar parada assim" e "não mato cobra pra dizer que é mucuim", mostrando sua honestidade e coragem: ele não foge de responsabilidades, mas também não aceita ser responsabilizado pelo que não fez.
O contexto nordestino é evidente tanto nas expressões regionais quanto na forma descontraída de tratar um tema delicado. A referência a Albertina "que ela faz fuxico assim" e à sabedoria popular da avó sobre "muié da perna fina" reforça o ambiente de cidade pequena, onde a vida alheia é sempre comentada. O verso "só tem um jeito de provar seu delegado / deixa nascer pra ver a cara que ele tem" traz ironia e resignação, sugerindo que só o tempo revelará a verdade, brincando com a ideia de que a aparência da criança mostrará quem é o verdadeiro pai. Luiz Vieira usa o humor e a linguagem popular para abordar temas como honra, fofoca e julgamento social, elementos marcantes do cotidiano nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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