
Camisa Preta
Luiz Ayrão
Conflito e nostalgia em “Camisa Preta” de Luiz Ayrão
Em “Camisa Preta”, Luiz Ayrão utiliza o refrão “Galo cantou às três da madrugada, quem matou camisa preta foi um cabo da brigada” para abordar de forma crítica a repressão policial sobre a boemia e a malandragem da Lapa, no Rio de Janeiro. O termo “camisa preta” faz referência aos malandros que frequentavam o bairro e usavam essa peça de roupa como símbolo. Ao relatar que a morte do “camisa preta” foi causada por um policial, Ayrão evidencia o conflito histórico entre a cultura popular e a força policial, especialmente presente nos anos 1970.
A letra traz um tom nostálgico e reflexivo, expressando o desejo de ver a Lapa revitalizada, mas livre da violência e da criminalidade do passado, como em “sem rabo de arraia, sem pernada e sem tapa”. Ayrão sonha com uma Lapa onde a malandragem se manifesta apenas na criatividade artística, “na rima, no repente, no pincel, de poeta, de pintor, violão e menestrel”. As menções a sambistas como Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa e Wilson Batista reforçam a importância da Lapa como berço do samba e da diversidade cultural. Ao citar hippies, atores e escritores, o artista demonstra o desejo de um ambiente plural e vibrante. Assim, “Camisa Preta” funciona como uma homenagem à riqueza cultural da Lapa e, ao mesmo tempo, um lamento pela perda de sua autenticidade diante da repressão e das transformações sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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