
Peão do Meu Bagé
Luiz Carlos Borges
Crítica bem-humorada à tradição em “Peão do Meu Bagé”
“Peão do Meu Bagé”, de Luiz Carlos Borges, utiliza humor e ironia para abordar a frustração de um peão diante da escolha de um cavalo inadequado por parte de um patrão econômico. Logo no início, a música descreve o animal de forma impiedosa: “Cabeça de égua, pescoço invertido, paleta parada... olhando de trás parece um burrichó”. Termos regionais como “cuiudo” (cavalo castrado), “burrichó” (burro pequeno) e “zóio de mutuca” (olhos grandes) reforçam o tom regionalista e mostram o conhecimento do narrador sobre o universo campeiro, além de criar uma imagem cômica do cavalo, que não serve para o trabalho no campo.
A letra expressa a indignação do peão, que chega a sugerir, de forma exagerada e divertida, que o animal deveria ser vendido “por salame”. Essa hipérbole destaca a crítica ao patrão “mão de vaca”, que prefere economizar em vez de investir em um bom cavalo crioulo, algo esperado de quem participa de eventos tradicionais como o Freio de Ouro. A música faz uma crítica leve ao costume de economizar no que é essencial, valorizando a tradição e o orgulho do peão gaúcho, que não aceita “encilhar um cavalo, quebrar bem o cacho, se mandar pro campo e voltar de a pé” – ou seja, ser obrigado a trabalhar com um animal tão ruim que precisa voltar a pé para casa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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