
Romance dos Astros/Arco Iris
Luiz Carlos da Vila
Metáforas celestiais e esperança em "Romance dos Astros/Arco Iris"
Em "Romance dos Astros/Arco Iris", Luiz Carlos da Vila transforma um amor não correspondido em uma narrativa lúdica, usando corpos celestes como personagens. O Sol, apaixonado, desce à Terra em busca da Lua, mas enfrenta a recusa dela e a indiferença de outros astros, como Saturno e a Estrela D'Alva. A escolha de personificar esses elementos do céu serve para ilustrar, de forma acessível, as frustrações de um amor idealizado, mas impossível. O trecho “Irredutivelmente ela dizia não / E Saturno em vão / Ofereceu anéis” mostra que nem gestos grandiosos conseguem conquistar quem não deseja ser conquistado. Já “o Sol ficava mais e mais abrasador / Cego de amor / Aí eu me queimei” revela como a insistência apaixonada pode levar ao sofrimento pessoal.
O final da música traz o narrador de volta à realidade, ao acordar com o canto do galo. Ele encontra consolo no sorriso da pessoa amada, comparado a um “arco-íris sobre o mar”, imagem que simboliza esperança e renovação após a decepção. O verso “Cheiro de mato na cidade é luxo raro / Tu me deste e eu sou / O disparo de um colibri / Que depois de tanto tempo vê a flor” reforça a ideia de que o amor verdadeiro é raro e transforma a vida cotidiana. Assim, Luiz Carlos da Vila utiliza metáforas celestiais e naturais para expressar tanto a dor quanto a alegria do amor, conectando sentimentos humanos a imagens universais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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