
Os Papéis
Luiz Carlos da Vila
Reflexões sobre identidade e entrega em “Os Papéis”
A música “Os Papéis”, de Luiz Carlos da Vila, aborda de maneira sensível a relação do artista com sua trajetória pessoal e profissional, usando a imagem dos "papéis" para falar tanto do ato de compor quanto dos diferentes papéis sociais que assume ao longo da vida. No verso “Os papéis que eu varei noite pra escrever um samba / Foram dez ou foram mil, não deu para contar”, Luiz Carlos destaca o esforço e a dedicação envolvidos na criação musical, refletindo seu compromisso com o samba e com a cultura das comunidades cariocas.
A letra amplia o significado de "papéis" para além do papel físico, incluindo os papéis de artista, amigo, pastor e até de alguém em busca de fé, como em “Meu papel foi de um sem fé que removeu montanhas / E nos céu dos fiéis, o senhor de tamanha façanha”. O compositor também expõe suas próprias contradições e dúvidas, como em “Se era Deus, subi ao palco a pedir perdão / Quando eu era eu ou não eu, sim ou não”, mostrando uma busca constante por autenticidade e sentido. No final, ao afirmar “Foi ai que eu vi então que tudo o que escrevi / E também todo o papel que eu vivi / Só vivi pra você / Oh! Meu grande amor”, Luiz Carlos revela que toda sua dedicação foi motivada por um grande amor, que pode ser entendido como uma pessoa, o samba ou a própria comunidade. A canção, com sua atmosfera intimista, reforça a entrega sincera e apaixonada do artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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