
Kizomba, a Festa da Raça
Luiz Carlos da Vila
Celebração da ancestralidade em "Kizomba, a Festa da Raça"
Em "Kizomba, a Festa da Raça", Luiz Carlos da Vila utiliza o termo "kizomba", do quimbundo, que significa festa de confraternização, para destacar a importância da ancestralidade africana e da união dos povos negros. A música faz uma ponte entre a resistência histórica e a celebração cultural, exaltando figuras como Zumbi dos Palmares, no verso “Valeu, Zumbi / O grito forte dos Palmares”, e Anastácia, em “Anastácia não se deixou escravizar”, reconhecendo a luta e a força dos negros contra a escravidão. A referência a Clementina de Jesus, “Clementina, o pagode é o partido popular”, reforça o papel central da cultura afro-brasileira e do samba de raiz na identidade nacional.
A letra também valoriza manifestações culturais como o jongo, o maracatu e o caxambu, símbolos do legado africano no Brasil. O trecho “Sacerdote ergue a taça / Convocando toda a massa / Neste evento que congraça / Gente de todas as raças” ressalta o caráter inclusivo do samba, propondo a kizomba como um símbolo de união e igualdade racial. A menção à “lua de Luanda” aproxima Brasil e África, enquanto o desejo de que “o apartheid se destrua” amplia o alcance da mensagem, conectando a luta contra o racismo no Brasil à luta global. O tom da música é de celebração, orgulho e esperança, transformando a memória da resistência negra em uma festa de afirmação cultural e busca por justiça social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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