
Meio Dia
Luiz Fidelis
Resistência e cotidiano no sertão em "Meio Dia" de Luiz Fidelis
"Meio Dia", de Luiz Fidelis, retrata com sensibilidade o cotidiano difícil do sertanejo nordestino, sem recorrer à idealização. Logo nos primeiros versos, como em “Escorro o suor do meio dia / Assobiando a melodia”, a música mostra o trabalho sob o sol intenso como parte da rotina, mas também destaca a música como uma forma de aliviar o peso das dificuldades. O contraste entre a sede saciada com “o gole da cabaça” e a fome que persiste em “passa a sede mas não passa / O jejum” evidencia a escassez de recursos básicos, um tema recorrente na obra de Fidelis, que sempre buscou dar voz à realidade do povo do sertão.
A canção utiliza expressões regionais, como “Vixe Maria” e “feijão gurgui”, para reforçar a autenticidade cultural e aproximar o ouvinte do universo sertanejo. O desejo por um “vestido de chita” e a vontade de “ficar bonita que nem um mateu” revelam a busca por pequenos prazeres e autoestima, mesmo em meio à pobreza. No trecho “Tenha paciência minha gente / Foi a seca e a enchente / E o culpado não sou eu”, há um desabafo coletivo, que aponta para as causas naturais das dificuldades e afasta a culpa do indivíduo. Assim, "Meio Dia" transmite de forma direta e verdadeira tanto o peso das adversidades quanto a força e resistência do povo nordestino diante delas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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