
Hino e Voltando
Luiz Fidelis
Saudade e fé nordestina em “Hino e Voltando” de Luiz Fidelis
A música “Hino e Voltando”, de Luiz Fidelis, retrata de forma sensível a saudade de Juazeiro do Norte e a forte ligação entre fé, identidade e cultura do povo nordestino. A presença de figuras religiosas como “Padim Ciço Romão” e “mãe de Deus das candeias” é central na letra, mostrando como a devoção popular serve de apoio emocional diante da dor da partida. O verso “Meu padim tem jeito não” evidencia que, mesmo com toda a fé, a saudade é inevitável e profunda, reforçando o sentimento de pertencimento à terra natal.
A canção descreve a despedida com imagens do cotidiano, como o “carro corre” e o olhar pelo “espelho do automovi”, transmitindo a sensação de afastamento físico e emocional. A saudade é apresentada como algo persistente, que “não passa”, mesmo com a distância. A esperança de retorno aparece como um consolo, especialmente no trecho “Se eu penso voltar um dia / Para abraçar o meu torrão”. O uso de expressões regionais e referências a elementos típicos do Nordeste, como o caminhão cheio de gente e o “bendigo” (provavelmente um canto religioso), reforça a autenticidade da experiência. Luiz Fidelis transforma sua vivência pessoal em um retrato coletivo da saudade, da fé e do orgulho de ser nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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