Romagem à Lapa
Luiz Góes
Memória e saudade em “Romagem à Lapa” de Luiz Góes
“Romagem à Lapa”, de Luiz Góes, transforma a Lapa dos Esteios, um ponto marcante de Coimbra, em símbolo da memória coletiva e da saudade que permeia o fado coimbrão. A música expressa o desejo de “voltar ao tempo que havia”, revelando uma nostalgia que vai além do individual e alcança toda uma geração ligada à vida estudantil e às tradições acadêmicas da cidade. O rio Mondego, citado na letra, reforça essa conexão afetiva, funcionando como metáfora do tempo que passa e leva consigo lembranças e emoções.
A canção alterna entre esperança e melancolia. No início, imagina a Lapa “cantando” e gravando “a nossa alegria” na pedra, como se o local pudesse eternizar momentos felizes. Com o avanço da letra, o tom se torna mais sombrio: se o presente é dominado pela nostalgia e pela falta de sonhos e rebeldia, a Lapa “choraria” e gravaria “a nossa agonia”. Essa dualidade reflete não só a perda do tempo vivido, mas também de uma energia transformadora, relacionada ao contexto histórico de resistência à ditadura portuguesa, do qual Luiz Góes fez parte. O verso final, “Adeus, poesia”, simboliza o lamento pelo fim de uma era de esperança e criatividade, tornando a música um tributo à memória e à identidade de Coimbra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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