
Sou do Banco
Luiz Gonzaga
Ascensão social e humor em "Sou do Banco" de Luiz Gonzaga
"Sou do Banco", de Luiz Gonzaga, aborda de forma leve e bem-humorada a ascensão social do homem do campo nordestino, destacando o impacto do crédito rural na vida dos pequenos produtores. A letra mostra como o acesso aos bancos, citados nominalmente – "Banco do Brasil, Banco do Nordeste, BEC e Bandepe" –, permite que o matuto invista na criação de gado e melhore sua condição de vida. O trecho “deu de garra dos papéis / E foi bater no banco de juazeiro / Tirou dinheiro e comprou cinco vaquinhas” ilustra esse processo, mostrando o orgulho do personagem ao conquistar algo que antes era símbolo de prestígio e progresso no sertão.
A música também faz referência a Feitosa dos Inhamuns, um tradicional criador de gado do Ceará, para valorizar a conquista do matuto, que agora possui um rebanho digno de respeito. O humor aparece quando, ao ser questionado sobre a origem do gado, o vaqueiro responde que é de "seu Zé Clementino", mas o gado "emperra, o gado berra / Que o vaqueiro ta mentindo", sugerindo que a comunidade ainda desconfia da rápida ascensão do novo proprietário. Assim, Luiz Gonzaga mistura orgulho, humor e uma crítica social sutil, mostrando como o acesso ao crédito transforma o sertão, mas também como as tradições e desconfianças continuam presentes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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