
Cidadão
Luiz Gonzaga
Desigualdade e exclusão social em "Cidadão" de Luiz Gonzaga
A música "Cidadão", de Luiz Gonzaga, faz uma crítica direta à desigualdade social e à exclusão dos trabalhadores que constroem a cidade, mas não têm acesso aos espaços que ajudaram a erguer. No trecho “Olho prá cima e fico tonto / Mas me vem um cidadão / E me diz desconfiado / 'Tu tá aí admirado? Ou tá querendo roubar?'”, Gonzaga expõe o preconceito e a desconfiança enfrentados por esses trabalhadores, mostrando como são vistos como estranhos ou suspeitos mesmo em ambientes que ajudaram a criar. Essa abordagem reforça a marginalização dos migrantes nordestinos, tema recorrente na obra do artista.
A segunda estrofe aprofunda esse sentimento de exclusão ao mostrar que nem a filha do trabalhador pode estudar no colégio que ele construiu: “Criança de pé no chão / Aqui não pode estudar”. O contraste entre a vida difícil no sertão e a desilusão na cidade aparece no verso “Lá a seca castigava / Mas o pouco que eu plantava / Tinha direito a comer...”, evidenciando que a migração em busca de melhores condições muitas vezes resulta em novas formas de privação e humilhação.
Na parte final, a igreja surge como o único espaço de acolhimento, simbolizando um refúgio espiritual diante da exclusão material. A fala atribuída a Cristo, “Hoje o homem criou asas / E na maioria das casas / Eu também não posso entrar”, amplia a crítica social ao mostrar que até valores como fé e solidariedade são rejeitados em uma sociedade marcada pela desigualdade. "Cidadão" utiliza exemplos concretos para denunciar a invisibilidade e a injustiça sofridas por quem constrói, mas não pertence aos espaços que ajudou a criar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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