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Chofer de Praça

Luiz Gonzaga

Orgulho e cotidiano carioca em “Chofer de Praça”

“Chofer de Praça”, de Luiz Gonzaga, retrata com leveza e bom humor o cotidiano dos taxistas cariocas nos anos 1950, destacando o orgulho e a dignidade desses profissionais diante das adversidades e do preconceito social. A letra mostra como o motorista precisa se adaptar aos diferentes bairros e clientes do Rio de Janeiro, como no trecho “tiro o boné se vou pra Zona Norte, boto o boné se vou pra Zona Sul”, evidenciando o conhecimento dos códigos sociais da cidade e a flexibilidade necessária para lidar com uma clientela diversa.

A música também faz referência a locais emblemáticos do Rio, como o Leblon e a Gruta da Imprensa, reforçando o papel do chofer como alguém que conhece e participa ativamente do dia a dia urbano. O trecho em que o motorista negocia a corrida para Jacarepaguá, dizendo “o senhor vai pagar a ida e a volta”, ilustra as dificuldades financeiras da profissão e a necessidade de negociar com educação. O refrão “não nego a minha raça, eu sou chofer de praça” resume o orgulho do personagem por seu trabalho, mesmo diante de críticas sobre o carro velho ou a lentidão. Assim, Luiz Gonzaga celebra a resiliência, o bom humor e a humanidade desses trabalhadores, oferecendo um retrato afetuoso e realista do Rio de Janeiro daquela época.

Composição: Evaldo Ruy, Fernando Lobo. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por João. Legendado por Franklin. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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