
Aboio Apaixonado
Luiz Gonzaga
Desigualdade e saudade no sertão em “Aboio Apaixonado”
Em “Aboio Apaixonado”, Luiz Gonzaga destaca logo no início a diferença entre “vaqueiro” e “boiadeiro”, apontando para uma crítica social importante. O vaqueiro representa o trabalhador humilde, enquanto o boiadeiro é o patrão, dono do gado e de melhores condições de vida. Essa distinção serve para evidenciar as desigualdades do sertão e valorizar o orgulho do vaqueiro, que mantém sua identidade mesmo diante das dificuldades.
O uso do “aboio”, canto típico dos vaqueiros, reforça o ambiente rural e traz um tom de lamento, marcando o sofrimento e a solidão do personagem. A letra também aborda a desilusão amorosa e as privações materiais. Nos versos “Vou vender o meu gibão / Eu não quero mais vaquejar / Vou largar esse sertão / Num guento mais pelejar”, o vaqueiro expressa o desejo de abandonar sua terra e seu ofício, motivado pelo cansaço físico e pela rejeição amorosa. A fome, presente em “Faz três dias que eu não como / Faz quatro eu num armoço”, intensifica o retrato da vida difícil no sertão, onde a luta diária é agravada pela falta de afeto. Assim, a música mistura o sofrimento do trabalho, a saudade da terra e a dor do amor não correspondido, compondo um quadro de resignação e saudade característico das canções de Luiz Gonzaga.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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