
Meu Pajeú
Luiz Gonzaga
Saudade e identidade nordestina em “Meu Pajeú” de Luiz Gonzaga
A música “Meu Pajeú”, de Luiz Gonzaga, retrata de forma clara o sentimento de deslocamento vivido por muitos nordestinos que migraram para o Sudeste em busca de melhores condições de vida. Gonzaga utiliza a saudade não apenas como lamento, mas como uma afirmação de identidade. Ao repetir “Não poderei viver longe do meu Pajeú”, ele reforça o vínculo profundo com sua terra natal, mostrando que, mesmo diante das promessas de riqueza e progresso do Sudeste, o pertencimento ao sertão permanece inabalável.
O contraste entre a fartura material de São Paulo — “tem muito ouro, corre pratas pelo chão” — e a dificuldade de acessar essa riqueza evidencia a frustração do migrante, que se depara com oportunidades que parecem sempre distantes. A letra também destaca o estranhamento cultural e o preconceito enfrentado, como em “Paulista é gente boa, mas é de lascar o cano / Eu nasci no Pajeú, mas só me chamam de baiano”. Gonzaga expõe a generalização sofrida pelos nordestinos, que muitas vezes têm sua origem ignorada no Sudeste. O desejo de retorno aparece nas referências à religiosidade e às tradições do sertão, como a promessa de “rezar uma novena ao bom Jesus da Fuloresta”, padroeiro da cidade de Floresta, no Vale do Pajeú. Assim, “Meu Pajeú” vai além da saudade: é um retrato sensível da luta por pertencimento e da valorização das raízes diante das dificuldades do deslocamento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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