
Vida de Vaqueiro
Luiz Gonzaga
Tradição e cotidiano sertanejo em “Vida de Vaqueiro”
“Vida de Vaqueiro”, de Luiz Gonzaga, retrata com autenticidade a ligação afetiva e cultural do vaqueiro nordestino com o sertão. Logo no início, a saudade do sertão não representa apenas vontade de voltar para casa, mas um apego profundo ao modo de vida, aos costumes e à identidade regional. Gonzaga utiliza elementos do cotidiano, como o gibão, o cavalo e comidas típicas — farinha seca, rapadura, carne assada — para criar uma atmosfera nostálgica e realista, reforçando o orgulho de suas raízes. Esse compromisso com a valorização da cultura nordestina também se refletia no figurino de Gonzaga, que levava para o palco a imagem do vaqueiro.
A música também destaca o lado festivo e humano desse universo. Ao mencionar o “samba de fole com muié desocupada”, Gonzaga faz referência às festas animadas ao som da sanfona, mostrando que, apesar do trabalho duro, há espaço para alegria e celebração. O refrão, com o chamado ao gado e a menção ao “cara preta” (um tipo de boi), reforça o vínculo do vaqueiro com o campo e os desafios do ofício. Assim, “Vida de Vaqueiro” celebra tanto as dificuldades quanto as alegrias dessa profissão, transmitindo orgulho, simplicidade e um forte sentimento de pertencimento ao sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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