
Vaqueiro Véio
Luiz Gonzaga
Solidão e tradição sertaneja em “Vaqueiro Véio” de Luiz Gonzaga
"Vaqueiro Véio", de Luiz Gonzaga, retrata de forma clara e emotiva a solidão e a saudade de um vaqueiro que já não pode mais exercer sua função. Sentado na varanda, ele observa a vida passar, sentindo o peso da idade e a perda de sua identidade. O trecho “Estrupiado / Já não tange mais boiada / Fica chorando / Quando passa outro aboiando” mostra tanto o desgaste físico da velhice quanto a dor de ver sua utilidade e papel social se esvaírem. O aboio, canto tradicional dos vaqueiros nordestinos, é destacado na letra como símbolo da cultura sertaneja, reforçando o compromisso de Gonzaga em valorizar as raízes do sertão.
A música também reflete sobre a passagem do tempo e a chegada inevitável da velhice, como em “A velhice é tão mesquinha / Não é tua, não é minha / Para todos vai chegar”. Gonzaga usa o vaqueiro como símbolo de resistência e identidade do povo sertanejo, mas deixa claro que todos estão sujeitos ao ciclo da vida. O consolo aparece em “Te consola vaqueiro / Solta aboio vaqueiro / Que sorrindo ou chorando / Amanhã senta outro em teu lugar”, sugerindo que, apesar da perda individual, as tradições continuam com as novas gerações. Assim, "Vaqueiro Véio" presta uma homenagem sensível ao vaqueiro, destacando sua importância histórica e a melancolia do envelhecer.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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