
Cortando o Pano
Luiz Gonzaga
Humor e cotidiano nordestino em "Cortando o Pano"
Em "Cortando o Pano", Luiz Gonzaga retrata o cotidiano de um alfaiate iniciante, usando a repetição de "vou cortando o pano" para mostrar tanto a persistência diante dos erros quanto um humor resignado diante das dificuldades do ofício. O personagem admite sua inexperiência ao dizer "errei no corte, seu Zé Mariano / peço desculpas pelo meu engano", revelando a pressão de agradar os clientes, mas faz isso de forma leve, quase zombando de si mesmo. O refrão "ai, ai, que vida ingrata o alfaiate tem" transforma o fracasso em motivo de riso, criando empatia e identificação com quem enfrenta desafios no dia a dia.
A música também destaca elementos do humor e da cultura nordestina. No trecho "sai daqui baiano / tá me perturbando peste, eu sou valentão / sou alfaiate do primeiro ano / mas faço roupa pra qualquer fulano / só não acerto quando há engano", Gonzaga brinca com a rivalidade regional entre Pernambuco e Bahia, reforçando o orgulho pernambucano do narrador. A menção ao "sistema norte-americano" ironiza a busca por modernidade e exclusividade, mostrando que, apesar dos tropeços, o alfaiate mantém sua dignidade e coragem. Assim, Luiz Gonzaga transforma as limitações do personagem em motivo de celebração, consolidando o tom bem-humorado e próximo do povo que caracteriza sua obra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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