
Fogo Pagou
Luiz Gonzaga
Ironia e sobrevivência no sertão em “Fogo Pagou”
“Fogo Pagou”, de Luiz Gonzaga, explora com leveza e ironia a relação entre remorso e satisfação diante das necessidades do cotidiano sertanejo. A música narra a história de um menino que, após matar uma rolinha, sente pena do animal, mas logo esquece o pesar ao saboreá-lo com farinha. Esse episódio ilustra a dualidade entre sentimento e sobrevivência, algo muito presente na vida rural, onde a caça muitas vezes é uma questão de necessidade e não apenas de escolha.
A expressão “fogo pagou”, repetida como refrão, resume a aceitação resignada das circunstâncias: mesmo diante de um ato lamentável, como a morte do animal, a vida segue e é preciso se adaptar. O trecho “todo mundo lamenta a desgraça que a gente passa num dia de azar / mas se disso tirar bom proveito sorrir satisfeito fingindo chorar” mostra o tom irônico da música, destacando como as pessoas, apesar de aparentarem tristeza, acabam encontrando vantagens nas situações difíceis. Assim, “Fogo Pagou” fala sobre a capacidade de adaptação, o equilíbrio entre culpa e prazer, e como o cotidiano transforma pequenos dramas em histórias comuns, sempre com humor e resignação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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