
Assum Preto
Luiz Gonzaga
Dor e resistência no sertão em “Assum Preto” de Luiz Gonzaga
Em “Assum Preto”, Luiz Gonzaga utiliza a imagem do pássaro cego para retratar uma dor profunda e pessoal, indo além da denúncia da crueldade contra o animal. O fato de o assum preto ter os olhos furados para "cantar melhor" funciona como uma metáfora clara para o sofrimento humano: assim como o pássaro só canta de dor após perder a visão, o narrador só consegue expressar sua tristeza depois de perder o grande amor, que era "a luz dos óios meus". Essa comparação entre a privação do pássaro e a perda amorosa reforça o tom melancólico e resignado da canção.
O contexto histórico da música, marcado pela vida difícil no sertão nordestino, aparece na escolha do assum preto como símbolo. A letra destaca a beleza do entorno — "Tudo em vorta é só beleza / Sol de abril e a mata em frô" —, mas contrasta com a tragédia do pássaro, que, mesmo livre, "num pode avuá". Isso sugere que a liberdade sem plenitude, sem a possibilidade de enxergar ou amar, é uma forma de prisão. Assim, a canção se conecta a outras obras de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, como “Asa Branca”, ao abordar a dor, a saudade e a resistência do povo nordestino, usando a ave como espelho da alma popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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