
Aquarela Nordestina
Luiz Gonzaga
Retrato da seca e esperança em "Aquarela Nordestina"
"Aquarela Nordestina", interpretada por Luiz Gonzaga, retrata de forma clara e tocante o impacto da seca no Nordeste brasileiro. A música utiliza imagens fortes da fauna e da terra ressecada para mostrar o sofrimento coletivo causado pela falta de água. No verso “Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte, como que reclamando sua falta de sorte”, Gonzaga evidencia que até animais resistentes, como o acauã, são afetados pela seca, reforçando a gravidade da situação. A referência à “asa branca, sedenta” conecta a canção a um dos símbolos mais conhecidos da cultura nordestina, representando tanto a ave quanto o povo que enfrenta a seca e busca esperança.
O refrão “Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste” revela o apelo por compaixão divina, mostrando que a seca é mais do que um fenômeno natural: é uma tragédia que atinge profundamente a vida das pessoas e dos animais. A letra, composta por Rosil Cavalcanti e eternizada por Luiz Gonzaga, constrói um retrato sensível da realidade do sertão, chamando a atenção para a necessidade de solidariedade e cuidado com a região. Assim, a música sensibiliza o ouvinte para a dura realidade nordestina, unindo denúncia social e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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