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Coração Molim

Luiz Gonzaga

Vulnerabilidade e humor nordestino em “Coração Molim”

Em “Coração Molim”, Luiz Gonzaga utiliza a metáfora do coração como "manteiga de pudim" para expressar uma sensibilidade extrema e quase cômica diante das decepções amorosas. A repetição do termo "molim, molim, molim, molim" reforça a ideia de fragilidade, mostrando um coração que se derrete facilmente diante das emoções. Essa escolha de palavras, típica do universo nordestino e do forró, aproxima o ouvinte da realidade de quem sofre por amor, mas encara a situação com leveza e bom humor.

A música aborda a desilusão amorosa ao narrar a experiência de alguém que "entrou no meu coração", aproveitou-se da hospitalidade emocional do narrador e, ao partir, deixou apenas saudade e a sensação de ter sido enganado. O refúgio na bebida, presente no verso "minha vida é bebê cana na mesa de um botequim", é um elemento clássico do forró, mostrando como o personagem tenta lidar com a dor de forma descontraída, mesmo sendo alvo de críticas e incompreensão. Composta por Cecéu e interpretada por Luiz Gonzaga, “Coração Molim” constrói uma narrativa simples, divertida e autêntica, retratando com sinceridade as dores e alegrias de quem ama demais.

Composição: Ceceu. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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