
A Triste Partida
Luiz Gonzaga
Despedida e resistência em "A Triste Partida" de Luiz Gonzaga
Em "A Triste Partida", Luiz Gonzaga retrata de forma direta e sensível o drama do sertanejo diante da seca no Nordeste. Logo no início, a referência ao ritual das "pedras de sal" mostra como as pessoas da região buscavam sinais da natureza para prever a chuva, alimentando uma esperança que, quando frustrada, aprofunda o sentimento de impotência. Esse detalhe cultural reforça o impacto devastador da seca, que obriga famílias inteiras a abandonar suas terras e tudo o que construíram.
A letra descreve o sofrimento da migração forçada, evidenciando a venda dos poucos bens, a despedida dolorosa e o impacto nas crianças, como nos versos “Meu pobre cachorro, quem dá de comer?” e “Mamãe, meus brinquedo, meu pé de fulô?”. Ao chegar ao Sudeste, a família enfrenta a hostilidade e a dificuldade de adaptação, vivendo “como escravo nas terras do sul”. A saudade da terra natal e o desejo de retorno nunca se realizam, mostrando o ciclo de exclusão social vivido pelos migrantes. A repetição do lamento “Meu Deus, meu Deus” ao longo da música reforça a sensação de abandono e a busca por consolo diante de uma realidade dura e implacável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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